quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um Otimista Incorrigível


" A Noção de esconder as coisas... é isso que dá nos nervos. Sentir a necessidade de esconder seus sintomas é a chave para entender o que os pacientes de todas as doenças têm de enfrentar. Temos de esconder e esconder...Não deixe ninguém ver, não deixe que pensem que você é incapaz, que é instável, que não tem firmeza, que é inválido, que não tem valor. Massacre tudo. Esconda tudo. Disfarce... Mas temos de levar outras coisas em conta. Levamos muito a sério nossas responsabilidades como cidadãos, nosso senso de ética e, mais uma vez, nossa espiritualidade. Levamos tudo isso muito a sério. E isso não pode ser descartado apenas porque temos um problema que nos leva a determinado caminho..."
                               
                                                                                                  (Michael J. Fox)

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-Hoje eu gargalhei, com a TV, sozinho. E me fez muito bem.

-Obrigado pelos comentários. Me sinto bem escrevendo, me sinto bem com vocês lendo e comentando, quando leio os comentários me animo a escrever mais e isso se torna um ciclo!

sábado, 17 de abril de 2010

Rede Pública x Particular


Hoje venho aqui comentar algo que pode parecer estranho para alguns. Sou uma pessoa que realmente sempre evito não ter preconceito nenhum, por isso o que irei comentar esta mais ligado à minha sensação do que a algo deste tipo. (sinceramente espero que compreendam, e quem me conhece não me deixa mentir)Sou um garoto "saudável", de classe média que sempre conviveu entre todas as classes, de ter amigos em favelas até altos nomes da sociedade. Dito isso vamos lá:
Sabemos que o programa de HIV do Brasil é referência mundial e estou satisfeito com meu atendimento, mas o complicado é que sempre que estou no hospital, as pessoas que estão aguardando o atendimento comigo muitas vezes são pessoas fora demais da minha realidade, muito ignorantes, de aparência que às vezes chega ao grotesco,e o meu incômodo não está relacionado à eles, mas a mim. Saio de lá mal por nunca ver pessoas mais próximas a minha realidade, me sinto mal com relação a isso. Sinto que ás vezes queria me deparar com mais pessoas dentro do meu universo, para realmente levar esta doença normalmente- normal dentro do meu dia-a-dia - Além de ter a questão da inconstância em relação aos médicos. Aí é que entra minha grande dúvida. Tenho Plano de saúde, posso optar por fazer isso na particular. mesmo porque, quando começar a tomar remédios ( isso se Deus quiser daqui muuuuitos anos), poderei retirá-lo no posto de saúde. Mas também penso que minha visita ao médico gira em torno de uma vez a cada 4 meses, e estar no hospital faz com que eu me depare com outras realidade. Um pouco confuso, eu sei, mas não sei ainda quem ganha esta "disputa".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Esfera humana


Para as pessoas que se preocuparam comigo venho aqui atualizar algumas coisas.
Continuo sem perspectiva futura sim, mas ando melhor. Sei que tenho que aproveitar os momentos, só não consigo passar do presente. talvez ande ocupado demais ultimamente para pensar em mais coisas também.

Outra coisa também mudou. Alguns dias atrás tive grandes revelações. Desde que descobri a doença, me perguntava quem poderia ter me passado. Não sou santo, eu sei, e dentre todas as minhas relações uns 90% ou mais foram com segurança, mas não conseguia pensar nesses 10%.
Um dia acordei e com a ajuda de um amigo o quebra-cabeça talvez tenha sido resolvido. Não posso dar jamais 100% de certeza de quem foi, mas o mais estranho esta justamente aí. Tinha medo da minha reação se um dia eu descobrisse, mas confesso que me ajudou de certa forma. Saber quem foi não altera minha situação, ajuda em saber quando foi que ocorreu para saber o tempo que faz. Com relação à pessoa fiquei absolutamente em choque, digo aqui, independente se foi ou não esta pessoa, ela não deixa de ser a pessoa mais sem caráter e sem escrúpulos que conheci. Fiquei sabendo que quando nos relacionamos ela já sabia que tinha a doença.
Meus questionamentos divinos se aquietaram, pois dentro desta questão eu diria que foi a junção de uma falha minha com o fato de eu ter sido vítima de uma pessoa sem caráter. Isto esta na esfera do Humano e não do Divino.