sábado, 17 de abril de 2010

Rede Pública x Particular


Hoje venho aqui comentar algo que pode parecer estranho para alguns. Sou uma pessoa que realmente sempre evito não ter preconceito nenhum, por isso o que irei comentar esta mais ligado à minha sensação do que a algo deste tipo. (sinceramente espero que compreendam, e quem me conhece não me deixa mentir)Sou um garoto "saudável", de classe média que sempre conviveu entre todas as classes, de ter amigos em favelas até altos nomes da sociedade. Dito isso vamos lá:
Sabemos que o programa de HIV do Brasil é referência mundial e estou satisfeito com meu atendimento, mas o complicado é que sempre que estou no hospital, as pessoas que estão aguardando o atendimento comigo muitas vezes são pessoas fora demais da minha realidade, muito ignorantes, de aparência que às vezes chega ao grotesco,e o meu incômodo não está relacionado à eles, mas a mim. Saio de lá mal por nunca ver pessoas mais próximas a minha realidade, me sinto mal com relação a isso. Sinto que ás vezes queria me deparar com mais pessoas dentro do meu universo, para realmente levar esta doença normalmente- normal dentro do meu dia-a-dia - Além de ter a questão da inconstância em relação aos médicos. Aí é que entra minha grande dúvida. Tenho Plano de saúde, posso optar por fazer isso na particular. mesmo porque, quando começar a tomar remédios ( isso se Deus quiser daqui muuuuitos anos), poderei retirá-lo no posto de saúde. Mas também penso que minha visita ao médico gira em torno de uma vez a cada 4 meses, e estar no hospital faz com que eu me depare com outras realidade. Um pouco confuso, eu sei, mas não sei ainda quem ganha esta "disputa".

4 comentários:

Luan L. disse...

Se algum leitor aqui estiver fazendo o tratamento com médicos particulares gostaria muito de saber a opinião de vcs!

Anônimo disse...

Eu ainda não comecei o tratamento, na verdade, nem mesmo sei se tenho o vírus. O que pude sentir, foi quando fui fazer o exame no posto público, realmente foi um pouco estranho. O exame diagnóstico é feito no mesmo setor que atende os pacientes já positivados, sendo assim, eu era alvo de olhares (por parte deles), era realmente um pouco estranho me sentir, de alguma forma, parte do grupo. Entretanto, eu, também como você, nunca fui preconceituoso, pelo contrário, o fato de ser gay me ajudou muito a ver o problema dos outros de uma outra forma. Rodrigo - RJ.

lopes disse...

Eu não sou soropositivo, mas acho fundamental esta relação entre a diversidade. Entendo seu sentimento de "solidão" por não ter outras pessoas na mesma situação que você no cotidiano, e com toda certeza isto auxiliaria você a ter uma boa convivencia com sua condição. A exemplo do Rodrigo acima eu sou gay e teria sido mais tranquilo se o meu irmão ou alguém da minha família também fosse, mas ás vezes as coisas acontecem na nossa vida, e cabe a nós solitariamente quebrar o tabu, o preconceito.
Fácil? Nunca foi.
Mas não é tornando o diferente comum que vamos vencer o preconceito. As pessoas precisam é aceitar as diferenças dos outros... Chato é que para nós, cabe o papel de exercitar isto não filosoficamente, mas em ações diarias.
Enfim, minhas palavras acima expressam só minha opinião, adorei o seu blog, sorte em seu caminho! Sempre que puder quero passar aqui porque me indentifiquei com suas palavras, são sábias e me fez bem!

railer disse...

amigo,
lendo esta passagem no seu livro, gostaria de te mostrar um projeto bacana chamado 'austin faces aids'.
dê uma olhada nesta postagem aqui sobre o projeto e depois veja os vídeos e fotos. tem muito a ver com o que você comentou.

abraços!
raileronline