terça-feira, 12 de abril de 2011

Ajuda!


Uma vez eu disse que sabia que chegaria o momento em que eu precisaria de uma ajuda profissional, um psicólogo... esse dia chegou!
Me conheço muito bem, bem até demais. Sei quando estou com problemas e normalmente como fazer para resolver, mas aprendi na vida a controlar o meu orgulho, e para muitos assuntos aprendi a pedir, pedir ajuda para as coisas... e hoje aprendo a pedir ajuda nesse sentido.
Relacionamento sempre foi o 4º item da minha vida...meu foco sempre esteve voltado na Família, Carreira, Amigos e só depois aparece o Relacionamento. Este talvez seja o maior motivo de estar com 26 anos e nunca ter namorado. E quando minha cabeça estava mudando me descobri soropositivo.
Conheci pessoas que aceitaram a minha doença...outras que eu me apaixonei mas sentiram que seria um fardo grande, nunca questionei muito nenhuma dessas pessoas pois sempre compreendi que cada um tem suas escolhas.
Faz um mês que conheci alguém bom... bom de coração e de todo o resto, alguém que eu poderia aprender a gostar muito, mas eu me saboto...e pensei que seria isso. Mas não é!
Este alguém está com diarréia...e mais que tudo, com medo. Não me culpa e disse não se importar. Mas eu me importo.
Este é o ponto que preciso de ajuda, que não sei me virar sozinho. Não quero ser o risco para ninguém. Sempre digo que o HIV é como uma arma. Podem atirar, mas se o tiro vai acertar, vai ferir ou matar depende de várias outras coisas, mas a questão é que não quero ser o atirador de ninguém, não consigo lidar com isso. Me disseram que eu devia parar de me culpar ou de querer ser um mártir, pois se a pessoa decide ficar comigo assim eu tenho que respeitar. Tenho que respeitar a decisão dela sim, da mesma forma que as pessoas tem que aceitar a minha decisão de não querer ser um risco.
Não sou santo e sempre disse isso aqui, mas quando faço sexo casual depois de uma balada ou coisa do tipo, não existe envolvimento e a pessoa que se coloca nessa situação sabe do risco que esta correndo e eu me cuido para fazer tudo com cuidado, mas quando é com sentimento fico com medo, pois não sei até que ponto a pessoa aceita por estar envolvida comigo não tomando real consciência da situação.
Não quero ser mártir nem nada próximo, quero apenas colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, dentro do possível, e se para isso eu tiver que ficar sozinho...ok, que seja assim. Espero poder compreender melhor isso, mas por enquanto administrar faculdade, trabalho, família, amigos, doença, sonhos, expectativas, dinheiro, alegrias e tristezas já está de bom tamanho. Isso pode mudar mais para frente, e tomara que mude, mas agora será assim.