sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Preconceito


Uma vez, quando discutiam sobre o Kit Gay nas escolas começaram a compartilhar um vídeo que falava sobre o Bullying em obesos e negros e que não entendiam  o porquê de os Gays fazerem tanto "auê" com isso. Aí eu pergunto: alguém já viu um magro sendo chamado de gordo? ou um branco de negro? A questão é que com a ascensão das mulheres (mais do que digna) na nossa sociedade, pararam de usar termos como mulherzinha para diminuir alguém, isso passou a ser exemplificado com os termos Bicha, veado, gay... Chamar um Homossexual de qualquer um destes termos não é problema algum, o problema é utilizá-los para servir de pejorativo para qualquer coisa. Quando alguém faz uma barbeiragem no trânsito a primeira coisa é gritarem Veado, quando um cara erra o chute no futebol, lá se vai mais um: Bicha! É disto que estamos falando, de uma sociedade que culturalmente aprendeu a menosprezar os grupos e a transformar tudo que está relacionado a eles em coisas pejorativas.
Onde quero chegar com isso? Simples, nós - doentes crônicos - também somos de um grupo, de uma minoria e não podemos deixar que esta mesma sociedade nos faça acreditar que somos menores que alguém, que podemos menos por carregarmos uma deficiência, um vírus ou algo similar. Antes de tudo isso somos seres humanos e somos cidadãos. Merecemos respeito e dignidade como qualquer outra pessoa. A luta social esta apenas no início.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os sonhos estão voltando...


Alguns medicamentos eu sei que podem causar insonia, mas não é o caso dos meus e ultimamente - não sei ao certo o motivo - venho sofrendo com algumas noites mal dormidas, mas os sonhos a que me refiro no título são outros.
Uma das maiores dores que o HIV me causou foi justamente de ter, em um primeiro momento, me tirado a capacidade de sonhar. Como sempre digo, sei que o tempo  é  - de verdade - o melhor remédio para tudo, e realmente tudo são fases nesta vida. Depois de pouco mais de 2 anos passando por um turbilhão de mudanças na minha vida e encarando confrontos internos e externos realmente me vejo buscando aquele brilho antigo dos meus olhos.
Trabalho com arte e cultura e isso traz uma grande dificuldade no quesito estabilidade financeira. Estabilidade que encaro como importante para manter uma vida saudável evitando complicações por conta da doença. Fui fazer uma faculdade, passei a me focar em outras coisas justamente com esta preocupação. Mas não adianta, sei onde eu quero chegar, sei onde está a importância do meu trabalho e se a doença dificulta questões de relacionamento, de paternidade e de muitos outros "detalhes", isto, estes sonhos e desejos ela não irá roubar de mim.
Ficarei acordado quantas noites forem necessárias, pois o meu sorriso sincero merece estar estampado no meu rosto. Devo isso a mim e para tudo isso se concretizar basta uma única coisa:  A minha vontade!