domingo, 2 de dezembro de 2012

Festa de Lançamento


Para quem não conseguiu ir na sexta, última chance aqui no Rio!!

Mas tem que chegar beeeem cedo. às 18h horas irá rolar uma leitura de alguns trechos do livro!

Atores convidados: Mabel CezarMariana Molina,Marina MonteiroWagner Santisteban, Miguel Rômulo e Eu! ;)

Não se atrasem... nesse horário a entrada para a festa é vip!

beijooos e aguardo todos!






6 comentários:

Adriano disse...

Não li o livro. Apenas li a matéria de O Globo e tive sentimentos antagônicos em relação aos seus comentários. Achei tudo muito pesado, com uma carga negativa muito grande, mas acho legal, pelo lado da prevenção, uma abordagem realista da rotina de um soropositivo sob tratamento. Isso é fundamental para derrubar a imagem irresponsável de normalidade que o senso comum criou. Novas gerações, como você bem colocou, estão muito longe dos dramas de Cazuza e outros ícones vitimados pela AIDS. Essa garotada vive a ilusão de que o tratamento resolve tudo e não é assim. Hoje, sabendo-me soropositivo, fico ainda mais estarrecido como muito pouca gente exige camisinha nas relações sexuais. Se eu não exigir, muitos não fazem a menor questão de usá-la.
Por outro lado, me senti incomodado com o tom tristonho, meio desesperançado, de sua entrevista e dos posts aqui do blog. Talvez esteja enganado, talvez tenha entendido mal, talvez não esteja em condições de avaliaro que você sente tomando 7 remédios diariamente. Peço desculpas se estiver errado.
Descobri-me soropositivo quase aos 50 anos, em meados de 2011. Sempre fui muito cuidadoso com a prevenção, mas parece que meus cuidados não foram suficientes.
Por todo o meu histórico, é provável que tenha sido "agraciado" com o HIV através de uma situação muito pouco comum. Foi uma terrível lição, para mim, sobre probabilidade. Mesmo que ela seja infinitesimal, o evento pode ocorrer, e parece que aconteceu comigo.
Não tomo remédios, ainda, pois fui diagnosticado logo após a contaminação, mas sei o que é a rotina de quem os usa, pois tenho amigo e conhecidos soropositivos há anos.
Ainda hoje, um ano e meio após o diagnóstico, me encontro fechado a relacionamentos afetivos. Estou muito voltado para mim mesmo, tentando ver a vida sob um outro enfoque. Cada vez mais, acho que relacionamentos afetivos devem ser complementos da vida, mas não uma obrigação em si, um quesito fundamental para se definir se somos ou não felizes. A visão que se tem da solidão é muito preconceituosa e o modelo romântico de relacionamento é um fardo que nos joga para a infelicidade coletiva.
Tenho muitos amigos gays e apenas um casal junto há quase 10 anos. Os demais, como eu, pulam de galho em galho ou mesmo não namoram ninguém. Entre os heteros, a maioria dos casamentos acabam antes de 3 anos. Há algo errado, aí.
Tenho vivido momentos muito difíceis, até porque lido com isso há muito pouco tempo, mas acho que a vida deve ser vivida da forma como se apresenta. Ficar pra baixo, largar de mão meus sonhos, meus projetos e até minhas rotinas, não ajudarão em nada, muito pelo contrário.
Por conta disso, na maior parte do tempo, sou uma pessoa bem humorada, cheia de energia. Sempre cuidei da minha saúde e tenho hábitos enraizados que só me ajudam nessa luta. Por conta disso, me sinto bem fisicamente e espero continuar assim.
Acho que tenho, agora, como soropositivo, mais algumas responsabilidades: tenho que me cuidar ainda mais; tenho que cuidar dos parceiros sexuais para que eles não se tornem soropositivos por minha causa; tenho que me engajar, na medida das minhas possibilidades, na luta contra a doença, o preconceito e o estigma; e tenho que tentar arrumar um jeito de viver bem ,apesar de tudo isso, e mostrar aos que estão à minha volta, que isso é possível.
Não encare minhas palavras, querido, como censura ou condenação ao seu livro ou ao seu blog. Você está expressando aquilo que sente e isso é uma dádiva em um mundo no qual a superficialidade é a tônica. Quero apenas ressaltar minha esperança de que é possível ter uma vida feliz, mesmo que não seja a vida "normal" apregoada por aqueles que não têm a menor idéia do que seja viver com o HIV. Encarar o nosso estado com realismo é tão importante quanto a esperança, como , aliás, deve ser para qualquer um que queira optar pela vida e não pela sombra.
Parabéns pelo livro, pela iniciativa do blog, pelos projetos e , principalmente, pela coragem de dar a cara à tapa.
Um beijo grande e muito sucesso.

Cara Valente disse...

Oi Rafael. Sou do Rio Grande do Sul, mas leio O Globo porque sou apaixonado pelo Rio. Vi a tua matéria hoje e entrei aqui para conhecer a tua história. Parabéns pela sensibilidade, pela coragem, pela postura. Só queria deixar registrado o quão longe podem ir as palavras que as vezes a gente escreve, mas não tem certeza da força e do alcance. Elas vão longe, pode ter certeza. Grande abraço. Sucesso na vida e no livro!

Anônimo disse...

Vi no face sobre o seu livro, quero ler, não imagino como é ter HIV, mas acredito na vida,hoje em dia não sabemos o dia de amanhã, diante de tanta violência, então podemos morrer de qualquer coisa, por isso temos que viver, e ter forças para ver a vida de diversas maneiras e ver que a alegrias estão em pequenas coisas como na familia, que sempre nos apoiam e nos amam incondicionalmente, e nos amigos verdadeiros, viva intensamente e não tenha medo de amar....

leonardo disse...

Luan, ou Rafael, queria te deixar uma mensagem de apoio aqui. Li o seu blog todo depois de ter ouvido ler no globo. Na verdade, estava precisando de uma mensagem de esperança e consegui. Meu pai morreu de cancer, tem 7 dias hoje, foi diagnosticado tardimente e morreu em menos de 4 semanas, até hoje estou aguardando o resultado da Biopsia. Isso me fez ver que qualquer pessoa pode estar viva, e ter uma doença, um acidente, enfim. Entendo que no seu caso é dificil viver com uma doença cronica. Lhe desejo força pra continuar vivendo como a melhor pessoa que voce puder ser, se alimentando direito, praticando esportes e encontrando magica nas pequenas coisas da rotina, em um por do sol alaranjado, uma manha fria de outono. Sao as coisas que podemos proporcionar a nos mesmos. A meu pai dei todo o carinho possivel nesse ultimo mes, foi tudo que pude dar.

Olha, queria dizer mais uma coisa. Eu li seu blog tambem porque por duas vezes achei que tivesse hiv. Eu nao costumo fazer sexo oral ocm preservativo, e poucas vezes tive comportamento de risco. Fiz os testes e até de cd4, que por incrivel que pareça eu tenho imunidade baixa naturalmente, entao por isso alguns sintomas que eu identifiquei eram na verdade da minha pessoa e pelo meu estilo de vida, dormir pouco, fumar e beber.
Vejo que até nos comentarios os soropositivos embora saibam como ocorreu, nao gostam de falar. Talvez nao queiram ser condenados pelo estilo de vida que tiveram e tenham medo que um comportamento de uma noite defina a personalidade deles. Mas eu acho importante "dar nome aos bois", pois os medicos as vezes sao generalistas, nao afirmam nada categoricamente, deixam as coisas pras estatisticas, sexo oral, ejaculação em mucosas, etc. Eu, na epoca fiquei muito neurotico pois tenho alergia de pele, verdadeiras feridas e o rapaz ejaculou em cima, tive sorte, acho. Entao, as pessoas se cuidam mais se tiverem um exemplo, uma historia que detalhe um comportamento. Se alguem julgar voce, paciencia, nem todos entendem a mensagem.

railer disse...

oi querido, adorei te conhecer pessoalmente e, como te falei, fiz a divulgação do livro no meu blog também!

vamos manter contato!
abraços,
railer

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.