domingo, 2 de dezembro de 2012

Minha cara estampada


Este final de semana esta sendo muito, muito especial pra mim. Uma felicidade enorme em ter amigos por perto e participando desta conquista. Em ver familiares de longe participando, torcendo.
Decidi ir em uma festa na noite passada, para aproveitar... Dançar... Liberar esta energia que estava aqui dentro. Estava chegando em casa por volta de 3h e pouco da manhã. Perto da minha rua vejo aquele monte de jornal na fase da montagem (Isso é uma coisa bem do Rio, eles montam os cadernos na rua... Estranhei no início, em minha cidade era de outra forma, mas enfim...rs), Fui olhando para eles e vi que eu estava na Capa. Eu, com uma foto na capa do jornal O Globo.

Deu um baque, de alegria... De dor...

Quando você vê ou ouve outros falarem do seu diagnóstico é mais pesado. Mais real. Me sinto, hoje, com toda esta repercussão, mais confiante para poder cumprir meu desejo em ajudar, em passar essa história, em levar este lado Humano.

Obrigado pelo apoio, por toda a equipe que está fazendo isso crescer comigo.





Link para a Matéria:

http://oglobo.globo.com/saude/nao-posso-dizer-que-minha-vida-normal-eu-tenho-muitas-limitacoes-6895912

6 comentários:

Carlos Tufvesson disse...

Rafael
obrigado pela generosidade de dividir tua intimidade trazendo informacoes muito importantes na vida de tantos com uma contribuicao excepcional para as campanhas de prevenção no país.
Que teu blog siga o mesmo caminho!
abs
Carlos Tufvesson
militante e Coordenador da Subcomissão Aids e Coinfecções Conselho Muncipal de Saúde RJ

tete disse...

Gostei muito da sua entrevista,foi sincero e super simples.Parabens continue sendo este homem forte.

Linguagem e Poesia - Bruno de Andrade disse...

Após 30 anos de epidemia, a nova cara da aids não deve mascarar o fato de sua gravidade e o epíteto "doença crônica" não pode justificar a despreocupação com a prevenção. Trata-se, decerto, de uma doença ainda grave, cujo tratamento, como você bem assinalou, traz alguns inconvenientes. A isso acrescente-se o estigma social que o portador carrega. Sou soropositivo há 3 anos. Hoje tenho 30 anos. Mas a contaminação provavelmente tenha se dado quando ainda tinha 7 anos, época em que tive de fazer transfusão de sangue. Descobri-me soropositivo quando ainda estava participando da seleção para o doutorado. Felizmente, consegui superar as dificuldades e fui aprovado.
O apoio da família é fundamental, como você bem destacou!

Um abraço.

Anônimo disse...

Rafael, sou soropositivo há 20 anos e discordo inteiramente de você! Já tive lipodistrofia facial, coloquei PMMA e resolvi o problema. Tive Síndrome do Intestino Irritável, fui a uma gastro e resolvi o problema. Namorei,amei, levei foras, dei foras, tenho união estável com meu companheiro, trabalho, viajo, saio com amigos e tomo não 7, mas 18 comprimidos por dia. Francamente suas limitações me parecem ser de ordem muito mais psicológica do que física. O preconceito parte muitas vezes dos próprios soropositivos. E cá pra nós, sua amiga desmaiar quando soube do resultado. Um exagero! Seu e dos seus amigos. Amigo meu nenhum desmaiou, e olhe que isso foi em 1992, quando você era um menininho. Se não ninguém namorou você, o problema é outro, não o HIV. A pior limitação, Rafael, é a falta de auto-estima e parece-me que a sua anda bem baixa!

Lene disse...

Rafael,parabens por mais uma conquista. Voce está cada vez mais mostrando ao que veio nessa vida. Isso é só o começo, espero que encontre a felicidade plena, com calma,paciencia,percistencia,muito amor e humor. Estamos aqui é só chegar. Bjos Lene e Cida

railer disse...

parabéns pela entrevista!

o livro ficou muito bom e já recomendei pra muita gente!
abraços!