sábado, 19 de janeiro de 2013

Adeus Peter...


Existe uma sequência do livro do Peter Pan que ganhou um concurso em Londres, "Peter Pan Escarlate". Neste livro, aos poucos, você vai sentindo a mudança do Peter Pan para o Capitão Gancho... Acho isso incrível, genial!

Minha relação com a infância sempre foi enorme, algumas vezes pensei que eu poderia ter a conhecida síndrome de Peter Pan, mas depois vi que não. Apenas gosto de manter um lado jovial e infantil. 
Hoje sinto esta mudança para o Gancho, sinto o crescimento e isso veio com a doença.
Quando me descobri soropositivo o choque de realidade é muito grande, o entendimento sobre a morte, sobre as perdas, sobre a sociedade, sobre relacionamentos... Muita coisa junta que, muitas vezes, impede aquele sonho mais puro e ingênuo.

Se estou feliz com tudo o que esta acontecendo comigo? Claro que estou. Como artista, como comunicador eu consegui obter um bom resultado, um reconhecimento... Portas estão se abrindo. Mas não é uma conquista advinda apenas de coisas boas e isso deixa tudo em um plano muito confuso.

A responsabilidade que carrego hoje é muto grande, a necessidade de me estruturar financeiramente, as decisões que tenho que tomar diariamente são sérias e as dores de um amor perdido não são de um amor platônico, adolescente. São dores reais, de gente grande, Como passar por tudo isso? Não sei... Estou aprendendo aos poucos, descobrindo... Estou aos poucos me tornando no Capitão Gancho. Mas que ao menos a Sininho permaneça ao meu lado...

*Foto: Renato Sanches


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Evento Fnac Pinheiros - São Paulo


Deixo aqui o convite,

Estarei amanhã na FNAC Pinheiros participando de um Bate Papo, de leitura de trechos do livro e a tradicional noite de autógrafos.

Para quem estiver por perto e quiser dar esta força para o evento, fico agradecido!!


sábado, 12 de janeiro de 2013

Ausência


Estou ausente deste meu universo aqui, eu sei. Não é culpa minha. Tudo novo, tudo muito rápido. Correndo, acreditando, lutando.
Um grande estímulo para a escrita, em muitos casos, são questões amorosas e comigo não é diferente. Então, escrever como se isto esta parado, vazio, em um mundo paralelo? Meus sentimentos talvez tenham sido correspondidos, mas e quando isso não é o bastante? O que fazer quando o amor não é suficiente, quando falta coragem?
Tento seguir em frente para amenizar, para curar... Já dizia uma grande voz das animações (rs): "Continue a nadar, continue a nadar... Para achar a solução, nadar, nadar!" 
Estou nadando... estou tentando. Não sem sofrimento, mas com verdade. Espero ser suficiente.
Focar no trabalho? Nas oportunidades que estão aparecendo? Ótima ideia, mas que não vire fuga total...

Só consigo ouvir isso ultimamente...


Letra e tradução aqui ;)

Ben Harper - walk away -traducao